Ministério do Trabalho lança o Seguro-Desemprego pela Internet

Com a mudança que começou em 21 de novembro, assim que receber a documentação para encaminhar o Seguro-Desemprego, o trabalhador poderá fazer o pedido imediatamente pela internet, por onde ele já irá preencher o formulário que hoje é respondido no Sine. O prazo de 30 dias para receber o benefício começará a contar a partir deste momento.

Antes, para encaminhar o Seguro-Desemprego, o trabalhador precisava agendar o comparecimento a um posto de atendimento do Sine, preencher um formulário e entregar a documentação. O atendimento levava aproximadamente 15 minutos. Apenas depois de comparecer ao Sine, começava a contar o prazo de 30 dias para recebimento do benefício.

Agora, mesmo depois das mudanças, o trabalhador ainda precisa comparecer a uma agência do Sine pessoalmente (procedimento necessário para evitar fraudes). Mas o atendimento deve ser mais rápido, já que a parte mais demorada dos atendimentos presenciais é o preenchimento cadastral que já terá sido feito pelo computador.

Como vai funcionar

  • Para ter acesso aos serviços do Emprega Brasil, a primeira coisa que o trabalhador precisa fazer é se cadastrar no site.

  • Ao clicar em “Cadastrar” abrirá a tela do cidadão.br, a ferramenta de autenticação do trabalhador no site.

Será necessário informar dados pessoais (CPF, nome, data de nascimento, nome da mãe, estado de nascimento (se for nascido no exterior, a opção será “Não sou brasileiro”). Essas informações serão validadas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis). Caso estejam corretas, o trabalhador será direcionado a responder um questionário com cinco perguntas sobre seu histórico laboral. Por isso, é importante ter em mãos a Carteira de Trabalho física. É preciso acertar pelo menos quatro das cinco perguntas. Em seguida, o trabalhador receberá uma senha provisória que deverá ser trocada no primeiro acesso.

Caso o usuário não consiga acertar as respostas, terá de aguardar 24 horas para uma nova tentativa ou entrar em contato com a central 135 do INSS para auxílio.

  • Ao finalizar o cadastro, o trabalhador terá acesso aos serviços do Emprega Brasil. Uma das opções será “Solicitar Seguro-Desemprego”.

  • Será necessário preencher um cadastro com informações pessoais e profissionais, o mesmo que era preenchido anteriormente nos postos do Sine.

O cadastro está dividido em oito páginas com informações pessoais, profissionais, acadêmicas, vagas de emprego e cursos de qualificação disponíveis.

Ao finalizar o preenchimento de cada página, o próprio programa direciona o trabalhador automaticamente para a página seguinte:

  • Uma das páginas permite ao trabalhador colocar informações sobre sua qualificação acadêmica e profissional, dados importantes para que o programa busque vagas de emprego disponíveis na área do trabalhador;

  • As vagas de emprego são relacionadas automaticamente pelo programa.

O agendamento para as vagas de emprego é muito simples e intuitivo:

  • O trabalhador tem ainda a opção de se inscrever em cursos de qualificação;

  • Ao final, basta confirmar o interesse em solicitar o benefício do Seguro-Desemprego.

Aí, é só agendar o atendimento presencial para confirmar o cadastro e aguardar a liberação das parcelas, o que deve ocorrer 30 dias após o preenchimento do documento pela internet.

Se a data para o atendimento presencial ultrapassar o prazo de 30 dias, a emissão da parcela ocorrerá na semana seguinte ao atendimento.

O passo a passo explicativo de como solicitar o benefício Seguro-Desempego pela internet está disponível clicando aqui.

 

As informações são do Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho.

Moradores do Recife podem solicitar desconto no IPTU de 2019

Medida é válida para quem informou o CPF na Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) ao adquirir serviços na capital pernambucana.

Durante todo o mês de novembro, os moradores do Recife podem indicar imóveis próprios ou de terceiros para receber o desconto de até 50% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) referente ao ano de 2019. A medida é válida apenas para as pessoas que informaram o CPF nas Notas Fiscais de Serviços eletrônicas (NFS-e), ao adquirirem serviços no Recife.

Para ter direito ao benefício, os interessados precisam se cadastrar no Portal de Finanças da cidade, onde podem consultar seus créditos, que são acumulados conforme as notas com seu CPF são emitidas. Caso o interessado tenha créditos superiores a 50% do valor do seu IPTU, ele pode indicar mais de um imóvel.

No portal, o contribuinte deve definir qual o imóvel que recebe o desconto, com a condição de que este não esteja com débitos em atraso com o município, assim como o contribuinte. Se o débito estiver parcelado e com o pagamento em dia, a indicação pode ser feita normalmente.

Como funciona

Cada vez em que o comprador solicita a inclusão do número do seu CPF na nota fiscal, ele ganha um crédito de 30% do valor pago de Imposto Sobre Serviços (ISS) naquela compra.

As notas fiscais de serviços emitidas até o dia 31 de outubro de 2018 geraram créditos que podem ser utilizados para ganhar descontos no IPTU de 2019. As notas contabilizadas a partir de 1º de novembro se acumulam para o ano de 2020.

Podem emitir notas como estas estabelecimentos como estacionamentos, academias de ginástica, escolas particulares, faculdades, cursos preparatórios para concursos e vestibulares, cursos de idiomas, lavanderias, barbearias, salões de beleza, clínicas de estética, hotéis, pousadas, motéis, oficinas mecânicas, oficinas de eletrodomésticos e computadores, hospitais, clínicas, laboratórios, gráficas, lava-jatos, casas de recepções, festas infantis, pet shops, veterinários, entre outros serviços.

O desconto do IPTU está previsto na Lei 17.408/2018, que dispõe sobre a geração e utilização de créditos tributários para as pessoas que comprarem serviços com nota fiscal.

Por G1 PE

Boletos atrasados poderão ser pagos em qualquer banco a partir de sábado (10/11)

Nova Plataforma de Cobrança (NPC) busca trazer praticidade ao consumidor e promete maior segurança em todo o processo de pagamentos via boleto

A partir do próximo sábado (10), boletos atrasados de quaisquer tipos e valores poderão ser pagos em qualquer banco ou correspondente, e não mais somente na instituição financeira em que foram emitidos, como ocorre até então.

A Nova Plataforma de Cobrança (NPC), sistema desenvolvido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com as instituições financeiras, é a responsável pela possibilidade de pagar os boletos atrasados em qualquer agência.

Além da praticidade, a implementação da plataforma promete maior segurança, inibindo riscos de fraudes e tornando o processo de pagamento via boleto mais seguro em todas as transações. Os comprovantes de pagamentos também sofrerão alteração, passando a apresentar as informações do beneficiário e do pagador, além de todos os detalhes do boleto, como juros, multa, descontos e outros.

O projeto da NPC começou há quatro anos e, desde 2016, ele incorpora em sua base de dados os boletos de pagamentos já dentro das normas exigidas pelo Banco Central , com informações do CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do emissor, data de vencimento e valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.

Essas informações, segundo a Febraban , são importantes para checar a veracidade dos documentos na hora de se fazer o pagamento. Caso os dados da conta a ser paga não coincidam com aqueles que foram registrados na base da Nova Plataforma , ele será recusado devido ao risco de falsidade.

Os bancos optaram por incluir os boletos por etapas na plataforma, de acordo com o valor a ser pago. O processo já começou para boletos específicos, separados por faixas de preços, que naturalmente representam menor volume, e a partir de sábado irá incorporar os boletos de cartão de crédito e doações.

A Febraban alterou o cronograma da implementação da plataforma, que inicialmente estava prevista para 22 de setembro deste ano, após alguns testes indicarem dificuldades no processo de pagamento dos boletos .

Cerca de 40% do total de títulos emitidos no País são representados por boletos de cartões de crédito e doações, que têm uma característica em comum: o valor a ser pago pelo consumidor pode não ser exatamente o que consta em cada boleto.

No caso dos boletos de cartões de crédito, há opções de pagamento como valor mínimo, duas ou três parcelas, o que altera o valor a ser pago e exige atenção do consumidor. Para as doações, é possível escolher um valor diferente do que está impresso no boleto.

Os boletos que não estiverem cadastrados na base do novo sistema serão recusados pelos bancos. Nesse caso, o pagador deve procurar o emissor do boleto, beneficiário, para quitar o débito ou solicitar o cadastramento do título específico.

Fonte: Economia – IG

 

Receita Federal notifica mais 8.076 empresas por suspeita de sonegação fiscal

A Receita Federal notificou mais 8.076 empresas por suspeita de sonegação fiscal de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Segundo o Fisco, foram constatados indícios de irregularidades a partir do cruzamento de informações eletrônicas, referentes ao exercício de 2014. O total de indícios de sonegação verificado nesta operação é de cerca de R$ 983 milhões.

Segundo a Subsecretaria de Fiscalização da Receita Federal, que alertou as empresas sobre as inconsistências encontradas, os contribuintes deverão retificar as declarações de IR e recolher os tributos devidos, com os acréscimos legais. A situação deverá ser regularizada até 28 de dezembro de 2018.

A Receita Federal informou que também encaminhou uma mensagem para a caixa postal dos contribuintes. Esse comunicado pode ser consultado por meio do e-CAC, que também permite consultar o extrato da malha fiscal. Ali estão as informações sobre as inconsistências encontradas, com orientações para solucionar o problema.

Aqueles que ainda não foram intimados mas já identificaram irregularidades em suas prestações de contas já podem retificar a declaração, para evitar a aplicação de multas que podem chegar a 225%. A Receita Federal informa que, em caso de irregularidade comprovada,cabe uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) por crimes de sonegação fiscal.

As informações são do Extra.

Receita vai dar tratamento ‘VIP’ para empresas que pagam impostos em dia

Programa vai classificar contribuintes com notas de A a C, conforme situação fiscal; quem ganhar nota máxima terá vantagens como prioridade no recebimento de restituições e preferência no atendimento; empresa nota C terá fiscalização mais rigorosa

 

BRASÍLIA – A Receita Federal vai criar um sistema de notas para premiar empresas que são boas pagadoras de impostos. A ideia é classificar cerca de 7 milhões de empresas como A, B ou C. Receberão a nota máxima aquelas que estão adimplentes com o Fisco, que entregaram suas declarações em dia e têm situação cadastral regularizada.

As empresas com nota A terão vantagens como a prioridade no recebimento de restituições e créditos tributários. Além disso, terão preferência no atendimento de demandas, inclusive com atendimento presencial prioritário. “Vamos classificar todas as empresas e as que tiverem nota A serão tratadas como clientes VIPs”, disse o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita, João Paulo Martins.

Os contribuintes com nota máxima serão avisados pela Receita quando for identificado algum indício de infração, tendo, assim, a chance de regularizarem a situação antes de serem multados. Esse aviso valerá apenas para as empresas classificadas como A e poderá livrá-las de pagar multas que vão de 75% a 150% do valor devido. Estão excluídos crimes tributários, como lavagem de dinheiro e contra a Previdência.

A criação do sistema de classificação também servirá para identificar empresas que deixaram de pagar impostos ou não cumpriram obrigações tributárias sistematicamente. Perderão pontos aquelas que tiverem cometido algum tipo de fraude ou prestaram informações inverídicas à Receita.

Essas empresas ganharão nota C e terão punições que vão desde a inclusão em regimes especiais de fiscalização até cassação de benefícios fiscais. “Se o contribuinte receber uma nota C, saberá que é porque estamos de olho nele. Vamos ter mais cuidado nas análises de seus processos”, disse Martins.

A portaria que institui o programa, chamado de Pró-Conformidade, foi colocada em consulta pública até o dia 31 de outubro. O texto definitivo será publicado até o fim de novembro. Segundo Martins, o programa segue modelo estabelecido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e é adotado por países como Inglaterra, Holanda, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

As notas serão dadas sempre com base nos últimos três anos, sendo que o último ano terá peso maior. Todas as empresas com mais de um ano de vida serão classificadas. Pelo cronograma da Receita, em fevereiro de 2019, cerca de 5 milhões de empresas do Simples receberão suas notas. Grandes contribuintes receberão os ratings em março e os demais em abril.

Para o advogado tributarista Maucir Fregonesi Júnior, do escritório Siqueira Castro, a iniciativa é positiva e é uma tendência das administrações tributárias. Ele pondera, porém, que a falta de estrutura na Receita Federal leva a uma demora em processos como a concessão de crédito tributário. “É um primeiro passo, mas resolve apenas uma parte da situação. As tramitações de processos administrativos é muito morosa, é necessário que seja feito um trabalho para melhorar isso.”

A expectativa da Receita é que de 30% a 40% das empresas recebam nota A, enquanto cerca de 20% das companhias fiquem com nota C. Quem receber nota A ganhará ainda um certificado de conformidade tributária, uma espécie de diploma que poderá ser usado, por exemplo, na negociação de empréstimos bancários e entre empresas. As notas de cada contribuinte, no entanto, não serão divulgadas por questões de sigilo fiscal.

Fonte: Estadão/Economia (18/10/2018)

O investidor nordestino e o Tesouro Direto

Até o ano de 2002, o investidor pessoa física acessava os títulos do Governo Federal através de intermediários, representados por instituições financeiras que compravam estes títulos e os distribuíam às pessoas físicas através de cotas de fundos. Claro, havia um bom custo de intermediação, que se tornava receita para as instituições financeiras.

No ano de 2002, em parceria com a BM&F Bovespa (Atual B3), o Tesouro Nacional criou o programa chamado de Tesouro Direto, que consiste em dar acesso aos investidores pessoa física, através da internet, à compra e venda de títulos da dívida pública federal. Este programa criou um relacionamento quase que direto do investidor com o Tesouro Nacional, pois há a necessidade de se ter uma conta em uma corretora de valores. Apesar desta exigência, o programa apresenta-se de forma extremamente vantajosa ao investidor quando comparado com a forma indireta de compra vigente até então.

Só nos últimos 12 meses, de julho de 2017 a junho de 2018, a quantidade de investidores cadastrados na base do Tesouro Direto que são moradores da região Nordeste do país cresceu 64,3%. Ou seja, em julho de 2017, havia 143.722 investidores, já em junho de 2018 foram registrados 236.143. A concentração no eixo Sul-Sudeste ainda é brutal em relação às demais, já que estas duas regiões juntas representam 79,2% da base total de investidores cadastrados, sendo 64,6% para o sudeste e 14,5% representados pelos moradores da região Sul do país.

Apesar das enormes vantagens trazidas ao investidor pelo programa, ainda há pouca representatividade quando comparamos ao total da população. O programa contava com 2.289.949 investidores ativos em junho de 2018. Para um contingente populacional de 210 milhões de brasileiros, apenas 1% da população está cadastrada no Tesouro Direto. Já o mesmo indicador para a população do Nordeste é de minúsculos 0,44%.

Ao contrário do que pode pensar a maior parte da população, o Tesouro Direto não é exclusivo aos grandes investidores. A partir de pouco mais de R$ 30 já é possível aplicar. O segredo fica na escolha da corretora de valores e do tipo de título a adquirir, já que algumas cobram uma taxa, outras não. O custo do investimento, em uma corretora que não cobra taxa, é de 0,3% ao ano sobre o total do valor investido, pagos à B3. Já em uma corretora que cobra, seriam os 0,3% ao ano à B3, adicionado ao percentual da corretagem.

 

Paulo Marostica
Planejador financeiro e sócio da Matriz Contábil
pmarostica@matrizcontabil.com.br
Publicado no Diário de Pernambuco em: 10/09/2018 03:00 Atualizado em: 10/09/2018 09:45

Receita ameaça cancelar o CNPJ de 3,4 milhões de empresas

Receita Federal ameaça retirar o registro de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas que estejam omissas na entrega de escriturações e declarações nos últimos cinco anos, em especial as Declarações de Débitos e Créditos Tributários Federais. Estima-se que até 3,4 milhões inscrições no CNPJ possam ser declaradas inaptas até maio de 2019.

Segundo a Receita, os CNPJs inaptos serão publicados em seu site pela delegacia fiscal do domicílio da empresa. Para evitar a declaração de inaptidão, o órgão orienta que o contribuinte regularize a sua situação.

Serão considerados inaptos os contribuintes que estão omissos na entrega de escriturações e de declarações dos últimos cinco anos

De acordo com a Receita, o contribuinte pode consultar a existência de omissões na entrega de declarações no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) no serviço “Certidões e Situação Fiscal”, nos itens “Consulta Pendências – Situação Fiscal”, com relação às obrigações acessórias não previdenciárias, ou a “Consulta Pendências – Situação Fiscal – Relatório Complementar” com relação às obrigações acessórias previdenciárias.

A empresa que estiver com o CNPJ irregular poderá ser impedida de participar de novas inscrições, terá baixa da inscrição, a nulidade de documentos fiscais e a responsabilização dos sócios pelos débitos em cobrança.

Após a inaptidão ter sido aplicada, a Receita informa que o contribuinte que efetivamente necessitar que a inscrição seja reativada deverá entregar todas as  declarações omitidas indicadas na “Consulta Pendências – Situação Fiscal” e também as listadas no ADE de inaptidão. O contribuinte não poderá ter nenhuma omissão para obter a reversão da inaptidão.

Fonte: Veja (3 de setembro de 2018)

Por 7 a 4, STF aprova terceirização irrestrita

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou nesta quinta-feira, 30, por sete votos a quatro, a terceirização de qualquer tipo de atividade, até mesmo das chamadas atividades-fim (que são as que identificam a atuação de uma empresa ou de uma instituição).

A possibilidade de empresas contratarem trabalhadores terceirizados para desempenhar qualquer atividade vale mesmo para processos trabalhistas abertos antes da Lei da Terceirização e da reforma trabalhista, que entraram em vigor no ano passado. A prática permite, por exemplo, que uma empresa de engenharia contrate engenheiros terceirizados.

A decisão vai destravar quase 4 mil processos que aguardavam a palavra do STF e deve gerar “estabilidade jurídica” na Justiça do Trabalho, que, em parte, resiste às alterações de 2017, segundo especialistas e ministros ouvidos pelo Estadão/Broadcast.

Também foi decidido que fica prevista, como na legislação atual, a responsabilidade subsidiária da empresa contratante. Ou seja, só arcarão com as penalidades, como dívidas trabalhistas e previdenciárias, na ausência da firma contratada (se estiver falida, por exemplo). Além disso, a decisão não deve afetar ações em que não há mais recursos disponíveis (trânsito em julgado).

Durante cinco sessões, o STF debruçou-se sobre duas ações que contestavam decisões da Justiça Trabalhista que vedaram a terceirização de atividade-fim com base na súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Antes da Lei da Terceirização e da reforma trabalhista, a súmula era a única orientação dentro da Justiça do Trabalho em torno do tema.

No entanto, mesmo após às inovações de 2017, tribunais continuaram decidindo pela restrição da terceirização, com base no texto do TST, que teve trechos declarados inconstitucionais pelo STF.

A tese aprovada pela maioria dos ministros foi concentrada no fato de a Constituição não fazer distinção entre o que é atividade-meio ou fim, e não impondo nenhum modelo de produção específico. Assim, a Corte concluiu que, mesmo antes da reforma, a súmula do TST não poderia ter restringido a medida.

Essa interpretação sempre foi defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ela cita como exemplo a indústria de produção de sucos. Apesar de ser responsável pela industrialização do suco, algumas decisões judiciais consideraram a colheita da fruta como parte da atividade-fim desse tipo de indústria.

“O STF declarou que a terceirização é possível sem que faça distinção aleatória de atividade-fim e meio. De sorte que a lei veio para dispor nesse mesmo sentido”, afirmou o ex-ministro do STF Carlos Velloso, representante da CNI, que participou como parte interessada no julgamento.

“A adoção da terceirização irrestrita prejudica enormemente todos os trabalhadores porque ao acabar com os direitos pactuados, regidos por uma convenção coletiva em cada atividade profissional, ela cria trabalhadores de segunda categoria, sem o amparo de uma legislação específica”, afirmou, em nota, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.

Votaram a favor os ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e a presidente Cármen Lúcia. Já os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski foram contrários.

Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura

Fonte: Estadão/Economia

Quase metade das empresas ainda não migrou para a nova nota fiscal eletrônica

O prazo final para a adequação da Nota Fiscal Eletrônica 4.0 está chegando ao fim e as empresas que ainda não se adequaram, devem ficar alertas e buscar com urgência a atualização das informações a serem prestadas ao Fisco. De acordo com informações do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), em um levantamento realizado no dia 20 de julho de 2018, até esta data 51% das notas fiscais eletrônicas utilizam a versão 4.0 e 49% ainda estão na versão 3.10.

“As mudanças são praticamente todas técnicas. Se a empresa usa um emissor atualizado e confiável, não deve apresentar problemas. Entretanto, se não for feita a migração para a NF-e 4.0, não será possível emitir notas fiscais, o que significa que estará operando de maneira ilegal e com isso, sujeita à multas e punições do Fisco”, esclarece Tibério César Valcanaia, diretor técnico da Inventti, especialista em gestão de documentação fiscal eletrônica na nuvem.

A versão 4.0 apresenta alterações no layout, inclui novas informações e categorias. Soluções para a emissão de nota fiscal eletrônica mais modernas, robustas e completas já fazem as mudanças de maneira automática e tornam os processos mais simples, seguros e transparentes. Tibério César Valcanaia tira algumas dúvidas e aponta as principais mudanças da NF-e 4.0.

O que muda para a empresa?

Para as empresas, caso não se adequem à nova atualização, não será mais possível emitir o documento fiscal eletrônico e, se a NF-e não for emitida a empresa está passível de multa por desobrigação com a legislação. Nos processos internos pouca coisa alterou, exceto nos casos específicos de medicamentos que passou a ter um campo adicional para informação.

Os custos de implantação da NF-e 4.0 variam, de acordo com o porte da empresa?

Em relação à emissão de documentos, o porte da empresa é indiferente pelo tipo de documento a ser emitido. Porém em relação à parte comercial, as propostas são personalizadas. Dependem de diversos fatores, número de CNPJs, volumetria. Vai além do porte da empresa. Muitas vezes uma empresa de médio porte pode necessitar de mais estrutura do que uma de grande porte.

Quais são as principais mudanças da Nota Fiscal Eletrônica 4.0?

• Protocolo TLS 1.2: O uso do protocolo SSL como padrão de comunicação será abandonado a partir da NF-e 4.0. De agora em diante, será adotado o padrão TLS 1.2 ou superior. A medida tem como objetivo tornar todo o processo mais seguro.

• Vendas ambulantes: a partir de agora, a opção “Operação presencial, fora do estabelecimento” fica disponível. Ela é destinada às vendas ambulantes, cada vez mais comuns no comércio atual.

• Fundo de Combate à Pobreza (FCP): em operações com Substituição Tributária, será possível identificar o valor do percentual de ICMS nos campos de preenchimento do FCP, seguindo o que determina o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal em seu artigo 82.

• Indicador de Pagamento: o campo agora passa a fazer parte do Grupo de Informações de Pagamento, com o valor do troco sendo incluído, além da forma de pagamento utilizada (cartão de débito ou crédito, dinheiro, cheque ou vale-alimentação).

• Rastreabilidade de Produto: um novo grupo que vai permitir que produtos sujeitos a algum tipo de restrição sanitária sejam rastreados.

• Medicamentos: criação de um campo específico para medicamentos, onde deve ser informado o código da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

• Grupo X-Informações do Transporte da NF-e: criação de duas novas modalidades nesse campo: Transporte Próprio por Conta do Remetente e Transporte Próprio por Conta do Destinatário.

• Grupo Total da NF-e: um novo campo no qual será apresentado o valor total de Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI), usado em caso de mercadoria devolvida por parte de estabelecimentos que não contribuam com o referido imposto.

 

Fonte: Portal Administradores

A importância da Contabilidade para Startups

A palavra da vez agora é: “Startup”. Empreendedores de startups estão na moda como nunca estiveram: a cada semestre vemos novas produções sobre empreendedores do Vale do Silício virarem “blockbusters”, capas de revistas contando cases de sucesso nacionais, eventos e competições para startups “pipocam” nos quatro cantos do país e a grande mídia registra e divulga tudo para o deleite de todos que gostam do assunto.

Contabilidade para Startups

Startup se tornou sinônimo de inovação, tecnologia, criatividade e sobretudo ideias disruptivas: e talvez por isso, a maioria dos empreendedores dessse segmento colocam grande esforço nesses atributos e se esquecem completamente de fortalecer seus neg´cios com uma boa contabilidade e com controle financeiro eficaz.

Se você for muito bem-sucedido no desenvolvimento do seu MVP (do ingês Minimum Viable Product – Produto Viável Mínimo), obter a validação do seu produto no mercado-alvo e atingir boas taxas de crescimento, aparentemente você terá feito a lição de casa. Mas o que dizer de um empreendedor que fez tudo isso mas ainda não formalizou o seu negócio; que mistura as contas pessoais com as contas da empresa, que não calcula e recolhe corretamente os impostos e que não conta com relatórios financeiros confiáveis? Será que a lição de casa está realmente sendo feita? Como um investidor avaliaria tal startup?

Pensando nisso, abaixo estão listados 5 bons motivos para você empreendedor dedicar um tempinho para profissionalizar a contabilidade de sua startup:

1 – Contabilidade imprecisa pode afastar investidores;
2 – Misturar a pessoa física com a jurídica pode gerar grandes dores de cabeça;
3 – Sem uma boa contabilidade você provavelmente pagará mais impostos;
4 – Pratique governança corporativa “light”.
5 – Use a tecnologia ao seu favor para conseguir o “bom e barato”.