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Jornada do Empreendedor Matriz: Manutenção e Contratação de funcionários

Empresa constituída e opção tributária já definida é hora de trabalhar na operacionalização do negócio. 

Existem empresas onde os sócios fazem o trabalho operacional e a remuneração pelo serviço é paga em forma de lucro ou prolabore. Falaremos mais sobre as principais diferenças entre os tipos de remuneração aos sócios no nosso próximo post. 

Porém, existem empresas que precisarão de colaboradores para funcionar. Nesses casos é importante ter conhecimento dos processos necessários para a contratação desses funcionários e os recursos necessários para promover a manutenção dos colaboradores. 

No plano de negócios desenhamos o corpo operacional da empresa, onde definimos os cargos e quantidade de colaboradores para cada função. É com base nesse desenho que iniciamos os processos de recrutamento e seleção de candidatos, levando em consideração a experiência e demais competências necessárias à função. 


Abaixo encontram-se as demais informações a serem definidas para contratar os funcionários da sua empresa: 

  • Jornada de trabalho (horários e dias da semana)
  • Benefícios (vale alimentação, vale transporte, plano de saúde, etc.)
  • Faixa salarial (de acordo com o piso da categoria)
  • Data de admissão
  • Período de experiência (máximo de 90 dias)

Vale destacar que os itens acima precisam estar de acordo com as leis vigentes, que podem definir uma série de regras em relação ao desconto de benefícios, períodos de descanso e demais fatores. 

Candidatos selecionados é hora de reunir os documentos necessários para a contratação. Para isso será necessário o apoio de um profissional experiente em contratações, com o suporte e acesso aos portais para efetivar o vínculo entre o colaborador e a empresa. 

Dependendo do porte de cada negócio, a empresa pode optar por internalizar um Departamento Pessoal para manutenção dos funcionários (geralmente empresas de grande porte que sentem a necessidade de um departamento dedicado aos colaboradores) ou terceirizar os serviços do Departamento Pessoal, reduzindo assim os custos operacionais da empresa. 


A seguir trataremos dos documentos necessários atualmente para o registro do funcionário na empresa. 

  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
  • RG e CPF
  • Título de eleitor
  • Certificado de reservista, se do sexo masculino
  • Exame de saúde (admissional)
  • 01 foto 3×4 recente
  • Certidão de nascimento e/ou casamento
  • Comprovante de endereço (xérox, conta de água, luz, telefone)
  • Certificado de escolaridade
  • Número do PIS

Caso o colaborador possua filhos de até 14 anos existe o benefício do salário família que vai variar de acordo com alguns aspectos como a idade dos filhos e o valor da remuneração mensal. Para isso é preciso apresentar documentos referentes aos dependentes como certidão de nascimento, carteira de vacinação, CPF e documento de comprovação semestral de frequência na escola. Saiba mais sobre o salário família clicando AQUI.


Assim como as demais despesas, é preciso planejar e gerenciar os recursos necessários para a manutenção dos funcionários na operação, garantindo assim que seja contratada e mantida a quantidade ideal de colaboradores para o desenvolvimento sustentável do negócio. 

O valor do custo de um funcionário para empresa pode variar de acordo com os benefícios concedidos, comissões, faixa salarial e regime tributário (link do post anterior). 

Para calcular quanto um funcionário custa por mês é preciso considerar os seguintes itens: 

  • Férias;
  • 13º salário;
  • Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);
  • Vale-transporte (direito garantido por lei, deve-se considerar os ônibus que o colaborador utiliza e multiplicar por 22 dias).

Não consideraremos neste exemplo os gastos com os benefícios opcionais porque podem variar de acordo com a categoria e o local. Além disso, consideraremos o regime tributário da empresa como o Simples Nacional.

SalárioR$ 1.100,00
8% FGTS/mêsR$ 88,00
FériasR$ 91,67
1/3 de fériasR$ 30,56
13º salárioR$ 91,67
8% de FGTS anualR$ 17,11
Vale transporteR$ 99,00
CUSTO TOTAL/MÊSR$ 1.518,00
Não consideramos neste exemplo os gastos com os benefícios opcionais porque podem variar de acordo com a categoria e o local. Além disso, consideraremos o regime tributário da empresa como o Simples Nacional.

Nesse caso, um funcionário com faixa salarial de 1 salário mínimo atual pode custar para a empresa cerca de R$ 1.518,00 por mês. Lembrando que o colaborador contribui com o pagamento do INSS e de 6% do salário para o vale transporte. 

Já para empresas do Lucro Presumido é preciso realizar o pagamento de outras taxas como salário educação, seguro acidente de trabalho e Sistema S (SEBRAE, SENAI ou SESI). 

Várias outras questões podem interferir nos cálculos dos custos de um funcionário, como convenções de determinadas categorias, suspensões e reduções de contratos (que foram realizados durante o auge da pandemia), variações de preço das passagens, comissões concedidas, reajustes, dentre outros fatores. 

Diante de tantas variações que podem surgir, é importante que o negócio conte com o acompanhamento de profissionais qualificados e em constante atualização em relação às leis, decretos, convenções e contextos referentes à manutenção dos funcionários.

Pensando nisso, a Matriz Contábil oferece assessoria trabalhista tanto para empresas quanto para pessoa física (doméstico e CEI), para que você foque no que mais importa, o seu negócio. Entre já em contato e realize a terceirização do Departamento Pessoal com a segurança e a qualidade dos nossos profissionais. 

Conte com a gente! 

WhatsApp: (81) 99860-0157 ou pelo e-mail: matriz@matrizcontabil.com.br

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Assumir função de trabalhador que ganha mais gera aumento salarial?

Com base no princípio da igualdade, salário substituição é previsto por lei para trocas temporárias.

Por Danielle Nader para o Portal Contábeis.

Seja por licença ou férias, é comum que um funcionário tenha que substituir outro temporariamente. No entanto, o que muita gente não sabe é que quando essa troca ocorre com um funcionário que recebe mais, pode acarretar aumento salarial.

O salário substituição, garantido no artigo 5 da CLT, paga ao trabalhador substituto o salário igual ao funcionário que exercia a função antes da substituição durante o intervalo de tempo em que acontecer essa permuta.

Ou seja, se um empregado for chamado para substituir um colega cujo salário é mais elevado, isso significa que o substituto tem direito a receber o mesmo salário enquanto durar a substituição.

A Dra. Camila Cruz, sócia do escritório Mascaro e Nascimento Advogados, explica que o empregado que substitui temporariamente funções de outro deverá receber igual salário, com base no princípio da igualdade e a vedação de tratamento diferenciado para trabalhadores que exerçam as mesmas atividades.

Quem pode receber

Todo funcionário que tenha substituído provisoriamente outro de salário maior por causa de férias, licenças afastamento por causa de saúde ou mesmo cursos de aprimoramento profissional tem direito ao salário substituto.

“Apesar da legislação não definir o que sejam as substituições eventuais e temporárias, o judiciário entende que as substituições em razão de férias, licença maternidade, e licença por motivo de doença são substituições temporárias e essas que geram o direito de receber o mesmo salário contratual do substituído quando o valor deste for maior”, afirma Camila Cruz.

Contudo, o empregado substituto não pode reivindicar a diferença salarial de acontecimentos incertos, casuais ou acidentais como o caso de falecimentos, casamento, nascimento de filhos, doação de sangue, alistamento militar, entre outros. Já que esses não são previsíveis, não garantindo o direito ao salário substituição.

Além disso, se o empregado passar a ocupar o cargo definitivamente, ele deixará de ser um substituto e sim um sucessor, fato que não dá o direito do salário substituição.

Cálculo do salário substituição

A advogada explica que as regras para recebimento da remuneração podem ser diferentes, já que levam em conta a natureza da substituição. Dessa forma, nem sempre será devido igual salário contratual. Dessa forma, Camila exemplifica o cálculo do salário substituição da seguinte maneira:

Em um escritório contábil, o analista do departamento fiscal tirou 20 dias de férias e, para substituí-lo, é convidado o auxiliar do departamento fiscal. Considerando que o analista tem o salário de R$2 mil e o auxiliar de R$1500, o cálculo a ser feito é:

Salário do substituído (analista): R$ 2 mil

2000 / 30 (dias) = R$ 66,66

66,66 x 20 (dias de férias) = R$ 1333,20

Salário do substituto (auxiliar): R$ 1500

1500 / 30 (dias) = R$ 50

50 x 20 (dias de férias) = R$ 1000

Conforme demonstrado acima, o auxiliar teria direito à diferença entre seu salário e o salário do substituído na proporção do período em que durou a substituição. No caso, a diferença na remuneração é de R$ 333,20 pela troca ocorrida referente ao período de 20 dias trabalhando na função de analista.

O pagamento deve ser destacado no contracheque como salário substituição, pois o recebimento do salário substituição termina no momento em que o empregado substituto volta a exercer a antiga função. Nesse contexto, ele não pode posteriormente reivindicar a incorporação da diferença salarial na sua remuneração.

Acúmulo e desvio de função

É indispensável que o trabalhador substituto assuma todas as atribuições do substituído, ou seja, que ela se dê de forma integral. Caso contrário, não há direito ao mesmo salário, mas é possível um incremento salarial se houver acúmulo de tarefas.

O desvio de função ocorre quando um trabalhador foi contratado para uma função e exerce outra. Já o acúmulo de função ocorre quando um trabalhador foi contratado para exercer uma função e, além dela, ele exerce outra.

De acordo com a empresária, não existe na CLT nenhuma menção direta ao acúmulo de função. “Entretanto, várias decisões judiciais se embasaram no artigo 456 da CLT, sendo que o dever de provar o desvio de função ou acúmulo de função é do empregado”, conta Camila Cruz.

Por isso, toda alteração dentro de um contrato de trabalho deve ser feita por escrito e de comum acordo entre as partes. Se não houver nada escrito, o que valerá será o que foi estabelecido dentro do contrato de trabalho.

Ou seja, se a empresa e o empregado não definirem no contrato de trabalho quais as funções que serão exercidas, não existirão acúmulo, nem desvio de função.

Amanhã é o ultimo dia para a entrega das declarações da Rais

Empregadores de todo o Brasil tem até o dia 5 de abril para fornecer à Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia os dados referentes a seus funcionários por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Até esta quinta-feira (28), 6 milhões de estabelecimentos haviam cumprido a obrigação, comprovando o vínculo de aproximadamente 40 milhões de empregados.

O objetivo da declaração é reunir informações detalhadas sobre os empregadores e trabalhadores formais. A Rais fornece aos órgãos governamentais estatísticas detalhadas que possibilitam a implementação de políticas públicas benéficas aos trabalhadores.

RAIS – Relação Anual de Informações e Salários. A gestão governamental do setor do trabalho conta com o importante instrumento de coleta de dados denominado de Relação Anual de Informações Sociais – RAIS. Instituída pelo Decreto nº 76.900, de 23/12/75, a RAIS tem por objetivo o suprimento às necessidades de controle da atividade trabalhista no País, o provimento de dados para a elaboração de estatísticas do trabalho e a disponibilização de informações do mercado de trabalho às entidades governamentais.

As empresas que não entregarem as declarações, atrasarem o envio ou fornecerem informações erradas poderão pagar multas que variam de R$ 425,64 a R$ 42.641,00, de acordo com o tempo e o número de funcionários registrados. A declaração é utilizada como base de cálculo para o abono salarial do trabalhador. Por isso, a precisão das informações é muito importante, pois dados incorretos podem ocasionar perdas financeiras.

Todos os CNPJs ativos na Receita Federal entre 1° de janeiro e 31 de dezembro de 2018, com ou sem empregados, devem declarar a Rais. A declaração de Rais negativa funciona para casos como de CNPJ ativo apenas por um dia e sem contratação de pessoal. Microempreendedores Individuais estão isentos, desde que não tenham empregados.

A Rais é preenchida via internet. O site www.rais.gov.br disponibiliza a relação de documentos necessários e o download do Programa Gerador de Declaração Rais (GDRAIS2018).

Ministério do Trabalho lança o Seguro-Desemprego pela Internet

Com a mudança que começou em 21 de novembro, assim que receber a documentação para encaminhar o Seguro-Desemprego, o trabalhador poderá fazer o pedido imediatamente pela internet, por onde ele já irá preencher o formulário que hoje é respondido no Sine. O prazo de 30 dias para receber o benefício começará a contar a partir deste momento.

Antes, para encaminhar o Seguro-Desemprego, o trabalhador precisava agendar o comparecimento a um posto de atendimento do Sine, preencher um formulário e entregar a documentação. O atendimento levava aproximadamente 15 minutos. Apenas depois de comparecer ao Sine, começava a contar o prazo de 30 dias para recebimento do benefício.

Agora, mesmo depois das mudanças, o trabalhador ainda precisa comparecer a uma agência do Sine pessoalmente (procedimento necessário para evitar fraudes). Mas o atendimento deve ser mais rápido, já que a parte mais demorada dos atendimentos presenciais é o preenchimento cadastral que já terá sido feito pelo computador.

Como vai funcionar

  • Para ter acesso aos serviços do Emprega Brasil, a primeira coisa que o trabalhador precisa fazer é se cadastrar no site.

  • Ao clicar em “Cadastrar” abrirá a tela do cidadão.br, a ferramenta de autenticação do trabalhador no site.

Será necessário informar dados pessoais (CPF, nome, data de nascimento, nome da mãe, estado de nascimento (se for nascido no exterior, a opção será “Não sou brasileiro”). Essas informações serão validadas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis). Caso estejam corretas, o trabalhador será direcionado a responder um questionário com cinco perguntas sobre seu histórico laboral. Por isso, é importante ter em mãos a Carteira de Trabalho física. É preciso acertar pelo menos quatro das cinco perguntas. Em seguida, o trabalhador receberá uma senha provisória que deverá ser trocada no primeiro acesso.

Caso o usuário não consiga acertar as respostas, terá de aguardar 24 horas para uma nova tentativa ou entrar em contato com a central 135 do INSS para auxílio.

  • Ao finalizar o cadastro, o trabalhador terá acesso aos serviços do Emprega Brasil. Uma das opções será “Solicitar Seguro-Desemprego”.

  • Será necessário preencher um cadastro com informações pessoais e profissionais, o mesmo que era preenchido anteriormente nos postos do Sine.

O cadastro está dividido em oito páginas com informações pessoais, profissionais, acadêmicas, vagas de emprego e cursos de qualificação disponíveis.

Ao finalizar o preenchimento de cada página, o próprio programa direciona o trabalhador automaticamente para a página seguinte:

  • Uma das páginas permite ao trabalhador colocar informações sobre sua qualificação acadêmica e profissional, dados importantes para que o programa busque vagas de emprego disponíveis na área do trabalhador;

  • As vagas de emprego são relacionadas automaticamente pelo programa.

O agendamento para as vagas de emprego é muito simples e intuitivo:

  • O trabalhador tem ainda a opção de se inscrever em cursos de qualificação;

  • Ao final, basta confirmar o interesse em solicitar o benefício do Seguro-Desemprego.

Aí, é só agendar o atendimento presencial para confirmar o cadastro e aguardar a liberação das parcelas, o que deve ocorrer 30 dias após o preenchimento do documento pela internet.

Se a data para o atendimento presencial ultrapassar o prazo de 30 dias, a emissão da parcela ocorrerá na semana seguinte ao atendimento.

O passo a passo explicativo de como solicitar o benefício Seguro-Desempego pela internet está disponível clicando aqui.

 

As informações são do Portal Emprega Brasil do Ministério do Trabalho.