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Jornada do Empreendedor Matriz: Como abrir uma empresa?

Após a tomada de decisão e o planejamento do negócio (acesse o nosso modelo clicando aqui), o próximo passo será a abertura da empresa. Abaixo listamos os procedimentos necessários nessa fase:

  • Definir o tipo da empresa
  • Escolher 3 opções de nomes 
  • Selecionar as atividades do negócio de acordo com a classificação de atividades econômicas (CNAEs)
  • Definir o regime tributário (sugerimos consulta com um especialista para definição da melhor opção)
  • Elaborar o Contrato Social
  • Registro no órgão competente 
  • Inscrição estadual (para empresas de comércio)
  • Inscrição municipal
  • Alvarás de localização e funcionamento e demais licenças
  • Registro no conselho de classe

Durante todo o processo é importante o acompanhamento com profissionais qualificados e experientes em abertura e legalização para analisar os melhores cenários e gerar comodidade na realização das etapas. 

Seguindo os tópicos, tendo planejado como a empresa vai funcionar no operacional e construído as projeções de fontes de receitas, é possível pensar no tipo de empresa que será escolhido. Vale ressaltar que cada tipo de empresa possui especificidades que podem agregar ou limitar o seu negócio. 

Saiba mais sobre os diferentes tipos de empresas no nosso blog. 

O nome empresarial também é um passo importante para a abertura e geralmente são solicitadas 3 opções de nomes diferentes, onde um deles será credenciado como oficial após análise.

Para registro em órgãos e emissão de notas fiscais também é preciso escolher quais atividades econômicas o seu negócio operacionalizará no dia a dia. Por exemplo, um consultório de dentista terá como atividade principal a atividade odontológica (código 86.30-5-04). 

Porém é preciso estudar bem a escolha das atividades, visto que elas irão impactar diretamente na alíquota dos impostos a serem pagos. Além disso, para prestar determinada atividade é preciso que esta esteja cadastrada no CNPJ da empresa a fim de emitir a nota fiscal correspondente. Ou seja, não é possível prestar serviços de consultoria financeira utilizando um código de atividade de comércio varejista. Nesse caso, a consulta a um profissional da área de abertura e legalização pode fazer toda a diferença 

Ainda em relação às alíquotas dos impostos, uma escolha que possui ligação direta com a geração dos impostos é a escolha da opção tributária que pode ser Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.

A opção Simples Nacional pode ser mais vantajosa para negócios que estão dando os primeiros passos por possui alíquotas mais baixas em determinadas situações e menor burocracia. Contudo, existem situações onde o Lucro Presumido ou o Lucro Real podem ser mais estratégicos que o Simples. Sendo assim, é recomendada a consulta com um especialista na área para auxiliar na melhor escolha. 

Acompanhe nossos próximos conteúdos para saber mais sobre cada opção e suas restrições e oportunidades. 

Em seguida é necessário elaborar o Contrato Social da empresa, onde serão informados os dados dos sócios, de como será a administração, das cotas, etc. 

Este documento será necessário para diversos procedimentos, como abertura de conta bancária e obtenção do certificado digital.

Após esse procedimento o próximo passo é protocolar o pedido de registro no órgão competente (a depender da natureza jurídica) com os documentos solicitados pelo órgão, que pode variar de acordo com o estado e a cidade que a empresa será registrada. 

Registro deferido é a hora de manter o CNPJ (Cadastro nacional de pessoa Jurídica) e CIM – Cadastro de Inscrição Mercantil) obtido em mãos e, dependendo da Natureza jurídica, dar entrada na inscrição municipal e estadual no respectivo estado e município que a empresa está inserida. Vale ressaltar que a inscrição estadual não é obrigatória para empresas de serviços, mas a inscrição municipal é necessária para todas as empresas. Além disso, é através das prefeituras que as notas fiscais podem ser emitidas. 

Em seguida, a etapa final do processo está na obtenção dos alvarás e licenças, que autorizam a empresa a funcionar em determinado local, seguindo determinadas regras. Desse modo, é importante planejar adequadamente o local que o negócio funcionará já no plano de negócios, visto que alguns ambientes não permitem a obtenção de alvará por determinados motivos como por exemplo a falta de acessibilidade. Destacamos também que empresas que estão registradas em endereços fiscais (ou seja, não atuam em endereço físico), são dispensadas da necessidade de alvará. 

Além dos alvarás, existem outras licenças e inscrições em órgãos que são necessárias a depender da atividade do negócio, como a licença ambiental, licença sanitária, inscrição no Conselho Regional de Medicina, entre outras. 

Após a realização dos procedimentos de abertura e legalização as empresas podem funcionar de acordo com as normas e precisarão do acompanhamento de um profissional contábil para manutenção serviços importantes como a elaboração dos impostos, envio de declarações e registro da escrituração contábil. Com isso, a empresa pode funcionar sempre em dia com as obrigações e projetar o seu crescimento com a segurança necessária. 

Deseja abrir o seu negócio com o apoio de especialistas na área? Entre em contato através dos nossos canais: 

WhatsApp: (81) 99860-0157 ou pelo e-mail: matriz@matrizcontabil.com.br


Confira o que já publicamos nessa nossa Jornada do Empreendedor Matriz e o que ainda vem por aí:

✅  Jornada do empreendedor: Plano de negócios
✅  Jornada do empreendedor: Como abrir uma empresa?
✅  Jornada do empreendedor: Opção tributária
✅ Jornada do empreendedor: Manutenção/contratação de funcionários
✅ Jornada do empreendedor: Prolabore x lucro
✅ Jornada do empreendedor: Investimentos

Jornada do Empreendedor Matriz Contábil: Plano de Negócios

O primeiro passo para empreender configura na própria tomada de decisão de empreender. A partir disso caminhamos para as próximas rotas rumo à abertura do negócio. Porém, entre a tomada de decisão e o processo de abertura existe grande dúvida: por onde começar?

Os negócios podem nascer de grandes ideias inovadoras, de legados familiares ou de expansão de negócios já consolidados. Desse modo, o objetivo e as características do negócio precisarão estar alinhados com o desenvolvimento sustentável da empresa. Ou seja, o gerenciamento dos recursos para manter a empresa e crescer.

Dito isso, pode-se afirmar que tudo começa com o planejamento.

Antes de embarcar no robusto plano de negócios e realizar um reflexo mais abrangente do mercado e da empresa, existem uma série de ferramentas que promovem exercícios de organização de recursos e atividades. Dentre elas está uma ferramenta desenvolvida pelo empreendedor Alex Osterwalder, chamada de Business Model Canvas, mais conhecida simplesmente como Canvas.

A ferramenta é simples, porém inteligente, e faz com que o empreendedor idealize nove aspectos do negócio que serão primordiais para o bom desenvolvimento das suas atividades, além de validar se a ideia a ser empreendida é sustentável. Você pode acessar o nosso modelo clicando aqui (dica: use post-it para preencher).

Agora que já realizamos uma idealização dos principais aspectos que envolvem o negócio, é hora de descrevê-los com mais detalhes.

O plano de negócios é um instrumento que permite estudar o ambiente e refletir sobre os diversos aspectos relacionados ao empreendedorismo e suas metodologias, para que o empreendedor possa planejar de forma estratégica as suas ações.


O documento sugerido é desenvolvido conforme a descrição de 6 grandes tópicos, listados abaixo:

1. Características e informações

  • Missão, visão e valores
  • Setor de atividade
  • Forma jurídica
  • Capital social
  • Fonte de recursos

2. Análise de mercado

  • Estudo dos clientes
  • Estudo dos concorrentes
  • Estudo dos fornecedores

3. Análise da Matriz Swot

  • Forças
  • Fraquezas
  • Oportunidades
  • Ameaças

4. Plano de Marketing

  • Descrição dos principais produtos e serviços
  • Estratégias de precificação
  • Estratégias de promoção
  • Estrutura de comercialização (como funcionará)
  • Localização do negócio

5. Plano Operacional

  • Capacidade produtiva dos serviços (quanto em quanto tempo)
  • Processos operacionais (descrição das atividades internas do negócio e das ações do cliente ao consumir)
  • Necessidade de pessoal (relacionar os colaboradores que serão necessários na operação)

6. Plano Financeiro

  • Estimativa dos investimentos pré-operacionais (gastos com advogados, alvarás, contrato social, etc.)
  • Estimativa dos investimentos operacionais fixos (itens que serão adquiridos para iniciar o negócio como compra de mesas, eletrônicos, etc.)
  • Capital de giro (valor suficiente para manter os custos mensais durante um período determinado de tempo)
  • Investimento total (soma dos itens anteriores)

Ao final do exercício o empreendedor terá uma ampla visão dos processos e recursos necessários para passar para o próximo passo: a abertura da empresa.


Já está pronto(a) para dar o próximo passo rumo à abertura do seu negócio? Ainda teremos uma sequência de outras orientações nesta Jornada do Empreendedor Matriz Contábil.

✅  Jornada do empreendedor: Plano de negócios
✅  Jornada do empreendedor: Como abrir uma empresa?
✅  Jornada do empreendedor: Opção tributária
✅ Jornada do empreendedor: Manutenção/contratação de funcionários
✅ Jornada do empreendedor: Prolabore x lucro
✅ Jornada do empreendedor: Investimentos

Acompanhe nosso blog, compartilhe e entre em contato através dos nossos canais abaixo e contrate agora os serviços de abertura e legalização da sua empresa com os nossos profissionais especializados.

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Sistema de gestão financeira. O que é e quais são os benefícios?

O sistema de gestão financeira é um software que objetiva organizar as finanças das empresas. Para isso, dispõe de ferramentas de armazenamento e gerenciamento das informações, automatizando os processos e permitindo uma visão geral dos dados.

Pensando nisso, listamos algumas vantagens da utilização do sistema para as empresas.

Otimização do tempo e das informações

Processos que antes duravam horas de separação e classificação de documentos e preenchimento manual em planilha podem ser facilmente substituídos pelo gerenciamento de informações dentro do sistema de gestão financeira, economizando tempo e gastos com impressão/digitalização. Além disso, gera uma comunicação mais eficiente com a contabilidade, facilitando o envio das informações.

Controle do Faturamento

A emissão de notas fiscais atrelada ao controle dos recebimentos é mais um benefício da utilização de sistemas de gestão financeira na sua empresa. Além da otimização da tarefa de emissão de notas, o registro das contas a receber em nuvem facilita a conferência das entradas no dia a dia, como por exemplo quais clientes pagaram em determinada data e quais ainda não realizaram o pagamento e como isso afetará o caixa da empresa.

Geração de relatórios

Com base nas informações inseridas regularmente no sistema, é possível gerar relatórios gerenciais dentro da própria plataforma, onde se pode estudar o fluxo de caixa, gerenciar as contas a pagar e identificar clientes inadimplentes. Além disso, informações relevantes que auxiliam na tomada de decisão podem ser obtidas no sistema como: variação de preço de algum fornecedor, quais produtos estão vendendo mais, variação de faturamento para identificação de períodos de alta e baixa demanda ou o funcionário que mais se destacou nas vendas durante determinado período, por exemplo.  

Evitar a falha humana e ajudar a identificá-las

Caso uma despesa não tenha sido aprovada no banco a tempo da data limite, o sistema alertará o usuário sobre tal pagamento não identificado até a data do vencimento, permitindo que a empresa regularize as despesas o mais rápido, evitando assim o acúmulo de juros e multa de impostos e fornecedores.

Além disso, informações incorretas que não batem com o sistema não são aceitas, o que permite ao usuário checar novamente suas informações e registrá-las corretamente. Tal conferência não ocorre facilmente em outros tipos de controle, como as planilhas, que dependem unicamente da informação inserida e geralmente não possuem a programação para entender se algo está errado.

Nesse texto listamos algumas vantagens de utilizar um sistema de gestão financeira, contudo, as possibilidades de aproveitamento da plataforma são vastas, a depender do seu uso.

Ficou interessado(a) em otimizar o dia a dia da sua empresa com o uso de uma ferramenta de gestão financeira completa? Entra em contato e estudaremos a melhor solução para o seu negócio.

Conte com a gente!

O investidor nordestino e o Tesouro Direto

Até o ano de 2002, o investidor pessoa física acessava os títulos do Governo Federal através de intermediários, representados por instituições financeiras que compravam estes títulos e os distribuíam às pessoas físicas através de cotas de fundos. Claro, havia um bom custo de intermediação, que se tornava receita para as instituições financeiras.

No ano de 2002, em parceria com a BM&F Bovespa (Atual B3), o Tesouro Nacional criou o programa chamado de Tesouro Direto, que consiste em dar acesso aos investidores pessoa física, através da internet, à compra e venda de títulos da dívida pública federal. Este programa criou um relacionamento quase que direto do investidor com o Tesouro Nacional, pois há a necessidade de se ter uma conta em uma corretora de valores. Apesar desta exigência, o programa apresenta-se de forma extremamente vantajosa ao investidor quando comparado com a forma indireta de compra vigente até então.

Só nos últimos 12 meses, de julho de 2017 a junho de 2018, a quantidade de investidores cadastrados na base do Tesouro Direto que são moradores da região Nordeste do país cresceu 64,3%. Ou seja, em julho de 2017, havia 143.722 investidores, já em junho de 2018 foram registrados 236.143. A concentração no eixo Sul-Sudeste ainda é brutal em relação às demais, já que estas duas regiões juntas representam 79,2% da base total de investidores cadastrados, sendo 64,6% para o sudeste e 14,5% representados pelos moradores da região Sul do país.

Apesar das enormes vantagens trazidas ao investidor pelo programa, ainda há pouca representatividade quando comparamos ao total da população. O programa contava com 2.289.949 investidores ativos em junho de 2018. Para um contingente populacional de 210 milhões de brasileiros, apenas 1% da população está cadastrada no Tesouro Direto. Já o mesmo indicador para a população do Nordeste é de minúsculos 0,44%.

Ao contrário do que pode pensar a maior parte da população, o Tesouro Direto não é exclusivo aos grandes investidores. A partir de pouco mais de R$ 30 já é possível aplicar. O segredo fica na escolha da corretora de valores e do tipo de título a adquirir, já que algumas cobram uma taxa, outras não. O custo do investimento, em uma corretora que não cobra taxa, é de 0,3% ao ano sobre o total do valor investido, pagos à B3. Já em uma corretora que cobra, seriam os 0,3% ao ano à B3, adicionado ao percentual da corretagem.

 

Paulo Marostica
Planejador financeiro e sócio da Matriz Contábil
pmarostica@matrizcontabil.com.br
Publicado no Diário de Pernambuco em: 10/09/2018 03:00 Atualizado em: 10/09/2018 09:45

Planejamento financeiro é fundamental na hora de sair da casa dos pais

Ter uma organização do orçamento é importante para assumir as responsabilidades

Vontade de ter mais liberdade, de ter o seu espaço e de querer tocar a vida de forma mais independente não são os únicos fatores que devem ser levados em consideração na hora de sair da casa dos pais. Além disso, é preciso ter um planejamento financeiro para assumir as responsabilidades para que as demandas caibam dentro do orçamento. Afinal de contas, ninguém vai sair da casa dos pais pensando em voltar no primeiro aperto financeiro. Portanto, é preciso ficar bastante atento aos futuros gastos e ter um planejamento financeiro antes de ter a sua própria casa.

No Brasil, é crescente o percentual de jovens entre 25 e 34 anos que continuam vivendo na casa dos pais. Para o planejador financeiro Paulo Marostica, em muitos casos, um dos fatores para a saída mais tardia é a questão do padrão de vida. “O brasileiro de classe média e classe média alta só quer sair da casa dos pais quando tem condições de ter o mesmo padrão de vida que os pais podem dar. O detalhe é que ele esquece que os pais estão em uma velocidade da carreira de 20 a 30 anos, enquanto os filhos querem ter isso logo”, afirma.

Ele cita o exemplo que um jovem sai do ensino médio e vai trabalhar ganhando um salário mínimo mais benefício aos 18 anos e, se decide morar sozinho, provavelmente não vai conseguir morar em um bairro na mesma localização e no mesmo padrão que os pais. “Mesmo que ele alugue um apartamento mais barato, por R$ 1000, por exemplo, e resolva dividir com mais dois amigos, vai gastar metade do seu orçamento apenas no aluguel. Ou seja, essa estrutura o leva a ficar mais tempo na casa dos pais”, esclarece Paulo Marostica.

Porém, em alguns casos, o planejador financeiro aconselha a permanência por mais tempo na casa dos pais, principalmente no que diz respeito a fazer uma reserva financeira antes de se mudar para sua própria casa. “Se as relações pessoais e exigências de comportamento dos pais cabem no estilo de vida a que o jovem se propõe, é bom que ele fique o tempo suficiente para poupar o máximo possível para ter uma estrutura financeira melhor na hora de alçar o próprio voo”, sugere.

“Primeiro é preciso poder para depois querer”

Porém, se chegou a hora de deixar a casa dos pais, alguns cuidados são necessários. “Primeiro é preciso poder para depois querer”, alerta o planejador financeiro. Ele afirma que, neste estágio inicial da vida, muitas vezes é melhor pagar um aluguel do que se comprometer a comprar um imóvel. “A carreira profissional não está totalmente estável ainda e pode surgir uma oportunidade melhor de emprego em outra cidade. Para comprar um imóvel e vender depois, ele vai deixar entre 5% e 6% na mesa. É melhor, neste caso, pagar um aluguel e investir em títulos, que vão render e, mais tarde, eles serão vendidos para comprar um imóvel mais definitivo”, explica.

Ter estabilidade profissional também é importante. “Não na questão de ter um emprego estável em determinada empresa, mas de ter segurança profissional na profissão de uma forma geral para garantir uma maturidade de renda para arcar as despesas sem afetar a capacidade de poupança”, afirma Marostica. Além disso, em muitos casos, a saída da casa dos pais está atrelada à ideia de formar uma família. “Neste caso, é bom porque porque a pessoa pode compor a renda com o companheiro, ou seja, vai poder dividir as despesas”, completa.

Por fim, é preciso fazer um balanço de gastos, colocar tudo na ponta do papel para entender se as contas cabem no orçamento. “Tem que colocar todos os gastos: telecomunicação, condomínio, alimentação, faxina, aluguel ou prestação são alguns exemplos dos gastos que serão assumidos”, detalha o planejador financeiro. Ele afirma que nesta idade não é hora de se preocupar com conforto, mas sim em ter uma poupança.

“Na hora de sair da casa dos pais, a pessoa vai assumir um monte de despesas e atitudes no dia a dia podem ajudar a economizar. A ideia é não ficar na base da preguiça, por exemplo. Se tem um estacionamento de R$ 10 ou você pode estacionar de graça e caminhar 50 metros, escolha a segunda opção. São pequenas despesas no dia a dia que podem fazer a diferença no orçamento no fim do mês”, diz.

Outras atitudes simples podem fazer com que os gastos sejam menores e se adequem melhor ao bolso. “As empresas oferecem possibilidades inteligentes de combos, como internet mais televisão a cabo. No caso de um casal, eles podem avaliar se é preciso ter dois carros. É preciso avaliar o que vai comprar no supermercado ou se vai comer mais fora para não gastar sem necessidade”, complementa Paulo Marostica.

Cinco dicas para quem pretende sair da casa dos pais:

  • Coloque no papel todos os futuros gastos, seja com aluguel, prestação, contas de energia, água, gás e telefonia, além de uma previsão de gastos com supermercado, faxina e saídas para ver se a mudança é viável;
  • Considere gastos iniciais para a mudança e para a estrutura da nova casa, como móveis, eletrodomésticos e utensílios;
  • Caso o orçamento vá ficar muito apertado, cogite dividir o apartamento com outra pessoa e, assim, dividir os gastos também;
  • Encontre um imóvel que caiba no seu bolso, seja o aluguel ou o valor da prestação;
  • Antes de se mudar, faça uma reserva financeira para não ser pego desprevenido e precisar voltar para a casa dos pais no primeiro imprevisto;

 

Publicado em Paulo Marostica Educação Financeira e Gestão Patrimonial em 12 de abril de 2017

Paulo Marostica: Queda nos juros traz oportunidades de investimento em 2017

Paulo Marostica é planejador financeiro, embaixador na região N/NE da Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros

O fator mais interessante a se considerar neste ano que acaba de começar é que as taxas de juros devem cair consideravelmente. No último dia 11, o Copom reduziu a taxa básica em 0,75%. A inflação já emite sinais de arrefecimento e, como prova, o IPCA acumulado para o ano de 2016 fechou em 6,29%, dentro do teto do regime de metas de inflação. Esses dois fatos melhoram não apenas as condições de investimento no país, como também a percepção de risco do investidor estrangeiro. É que com as taxas de juros se mantendo elevadas, a capacidade financeira do Estado brasileiro em honrar suas dívidas e fazer investimentos pode ser ainda mais prejudicada.

Boa parte dos investidores até já deve ter a noção de que os juros vão cair, mas daí surge a dúvida: é preciso tomar alguma atitude? O investidor comum – ou mal assessorado – pode perceber este movimento tardiamente, perdendo assim a “virada de chave” do mercado. Para ilustrar, a maior parte dos fundos de renda fixa no Brasil deve ter rendido algo entre 11% e 14% em 2016, trazendo ao investidor um ganho real (descontando a inflação) que pode variar entre 4% e 7%. Entretanto, este ganho deve ser menor em 2017. Para o investidor que faz poupança de longo prazo, pensando em uma aposentadoria confortável, há uma oportunidade de aplicar o dinheiro de forma a ter melhores retornos e manter esse rendimento atual mais alto por alguns anos, mesmo com a queda das taxas. Mas como?

A resposta é simples: investindo no Tesouro Direto. Para exemplificar as vantagens, podemos analisar as taxas que foram pactuadas no último dia 4 de janeiro. O retorno será dado pela reposição do IPCA (inflação) adicionado de 5,73%. Este é o valor bruto, pois ainda incidirão impostos entre 15% e 22,5% sobre os rendimentos, de acordo com o tempo que o recurso ficou investido. Quanto mais o dinheiro ficar investido, menor será o imposto. O valor alocado nestes títulos pode ser sacado pelo investidor a qualquer momento, mas é preciso ter atenção. Para garantir o montante pactuado, é necessário aguardar o vencimento do título. Caso o investidor decida sacar antes, pode ganhar bem mais, em um cenário de queda de juros. Recomenda-se, nesses casos, consultar um profissional especialista em investimentos.

Voltando aos fundos, em se tratando daqueles de renda fixa, estes investem quase 80% dos recursos captados de investidores como você no mesmíssimo Tesouro Direto, mas com uma sutil diferença: eles cobram uma taxa de administração para este “serviço”. Por isso, muitas vezes é melhor buscar conhecer as opções de investimento e tomar as rédeas do próprio dinheiro, tendo em vista as oportunidades que o redesenho das taxas de juros pode criar para 2017.

 

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 19/01/2017 07:11